Morar no Exterior: 7 dicas que vão facilitar a sua vida lá fora!

Como já dissemos no Artigo Morar no Exterior nem sempre é um “mar de rosas, mudar de país é uma experiência única e transformadora. Porém, mais do que qualquer outra mudança, esta envolve uma série de dificuldades e, uma delas, sem dúvida alguma, está no processo de adaptação. Este processo vai depender muito das condições em que a pessoa está se mudando e da estrutura que encontrará no novo país.

Durante os meus atendimentos on-line, pude observar em meus pacientes (e agora, em mim mesma!) algumas dificuldades em comum. Com base nesta observação, separei 7 (sete) dicas que certamente vão facilitar, e muito, a sua adaptação no exterior.

7 dicas importantes para quem decide morar no exterior!

#1 Aprenda o novo idioma

Mesmo que você já tenha uma noção da língua ou que já esteja mais avançado, verá que é muito diferente conseguir “se virar” num novo país durante suas férias ou durante um período curto de estudos, do que quando você realmente reside naquele país.

Você pode ter um conhecimento que te ajude a superar questões mais usuais do dia a dia. Mas quando seu cartão não passa no caixa, quando você precisa abrir uma conta no banco, quando está numa reunião de trabalho ou mesmo quando quer aprofundar uma amizade com os nativos, o “saber se virar” não basta e um sentimento de exclusão e frustração pode nascer daí.

Então, quando decidir morar no exterior, aprenda o básico e tenha a perspectiva de se aprofundar o mais rápido possível na nova língua. Participe de cursos intensivos, pesquise cursos presenciais no novo país e aproveite as várias opções de aplicativos para celular que podem te ajudar a não perder o ritmo de estudos.

Dominar o novo idioma facilitará sua adaptação e sua autonomia no novo país.

#2 Tenha um projeto

Independente do seu objetivo (acadêmico, profissional, financeiro ou até mesmo pela busca de autoconhecimento e crescimento cultural), ao decidir morar no exterior você precisará ter projetos e se planejar para poder concretizá-los no novo país.

Não se sobrecarregue, mas trabalhe para que possa ter uma certa rotina e preencher sua agenda semanal o máximo que puder.

Se você já tem um trabalho ou uma carga horária razoável de estudos, isso será mais fácil de resolver. Mas, se por exemplo, você tiver muito tempo livre durante a semana ou se tiver se mudado para acompanhar seu cônjuge, sua necessidade de planejamento será bem maior.

Em primeiro lugar foque no aprendizado do novo idioma, exponha-se a situações novas, cadastre-se em sites como o meet up, matricule-se em alguma atividade física e se engaje num trabalho voluntário – isso você pode fazer mesmo sem grana e é uma das dicas que mais gosto de sugerir. Em todos os países existem trabalhos voluntários e ao participar de algum deles, você estará treinando o novo idioma, aumentando sua rede de contatos e podendo oferecer algo ao novo país também.

#3 Seja flexível

Não perca sua personalidade, seja você mesmo e o mais espontâneo possível. Mas lembre-se de que você não está mais “em casa” e, da mesma forma que adotamos algumas condutas diferentes quando vamos visitar alguém, precisamos mudar alguns de nossos hábitos quando nos mudamos de país.

Se você sabe que algo não é bem visto naquele país, evite fazê-lo ou, simplesmente, não faça.

Por outro lado, se você se incomoda com algum costume das pessoas do seu novo país, não as critique pois isto não vai fazer você se sentir mais confortável. Aceite a nova cultura e aprenda o máximo que puder com a situação.

Afinal, que sentido faria mudar de país, morar no exterior e continuar na nossa eterna zona de conforto?

#4 Fantasiar pode, mas tenha limites!

Mude em busca de um lugar diferente e melhor, com condições mais satisfatórias e que te deem oportunidades de crescimento pessoal, emocional e profissional. Mas, cuidado, às vezes nos encontramos numa situação tão difícil no Brasil que exageramos na fantasia de encontrar um lugar perfeito.

Você certamente vai se surpreender positivamente com os benefícios sociais e com os avanços tecnológicos, educacionais e culturais do novo país, mas também irá se frustrar com algumas coisas.

Então, tenha isso em mente:  o lugar perfeito não existe. Mas vale a pena se esforçar para viver num lugar diferente e que te traga maior qualidade de vida.

#5 Seja Paciente

Para a maioria de nós o processo de adaptação não é rápido e passamos por várias fases diferentes (ainda falaremos sobre isso aqui no blog) até que a experiência possa ser vivida de uma forma mais leve.

Você pode levar um ano ou um pouco mais para se adaptar, então respeito o SEU tempo e seja paciente. Isso é extremamente importante para que você não desista antes de realmente começar a aproveitar a experiência, e também para que o tempo que estiver morando fora não transcorra de forma árdua.

Uma boa atitude não garantirá o seu sucesso. Mas uma má atitude garantirá o seu fracasso.

#6 “Só porque sou estrangeiro”

Principalmente quando ainda não dominamos o novo idioma, podemos ter a sensação de que somos tratados de uma forma diferente ou até mesmo excessivamente discriminados “só porque somos estrangeiros”.

Em algumas situações sabemos que isso é real, mas precisamos ter cuidado para não generalizar e acabarmos paranoicos, achando que as pessoas agem de determinada forma só porque somos estrangeiros.

Quando isso acontecer lembre-se de que algumas pessoas não são tão educadas, “fazem cara feia”, são impacientes ou grosseiras no Brasil também! Seja porque estão passando por um dia ruim ou porque isso faz parte de sua maneira habitual de agir. Além disso, dependendo o país onde você está, as pessoas não serão tão amáveis, extrovertidas ou expansivas como em algumas regiões no Brasil e isso não tem nada a ver com discriminação, mas apenas com diferenças culturais.

Então, não se frustre e nem se desanime desnecessariamente. Aprenda com as novas situações e desenvolva diferentes habilidades sociais.

#7 Distancie-se de vez em quando

Procure se aproximar o máximo possível dos nativos, envolva-se em atividades durante a semana, assista aos seus programas de televisão, ouça suas rádios, mas quando tudo isso parecer exigente demais: dê um tempo para você!

Antes mesmo de se mudar de país busque por brasileiros que já moram fora pelas redes sociais, tire dúvidas e se possível mantenha contato. Para quem já está fora pode ser muito prazeroso poder se reencontrar com brasileiros novamente e de uma forma geral, as pessoas estão dispostas a ajudar no que for preciso em relação a informações.

Não se isole da nova cultura ficando no conforto das relações com brasileiros, mas mantenha essas relações. Isso pode ser muito reconfortante quando passamos por algumas dificuldades de adaptação.

Mantenha contato com familiares e amigos. Seja empático e sensível para que não se preocupem excessivamente com suas dificuldades, mas não precisa só contar o lado bom. Você também pode pedir ajuda, pode desabafar e assim preservar um pouco da proximidade que possuem.

Espero que vocês tenham gostado das dicas e que elas possam ajudá-lo no processo de adaptação quando você decidir morar no exterior. Quando somos otimistas e nos planejamos bem, a mudança de país pode ser uma das melhores experiências de nossa vida!

Mas vale lembrar que, para algumas pessoas esse processo adaptativo pode ser longo ou pesado demais e nestes casos o mais indicado é que se busque ajuda de um profissional especializado no assunto. Os atendimentos psicológicos on-line podem ajudar neste processo e, na maioria dos casos, em poucas sessões sua experiência no exterior pode se tornar mais leve e gratificante.

Tatiana Festi

Tatiana Festi

Atua como psicóloga clínica há mais de 10 anos, é especialista em psicologia junguiana e oferece orientação psicológica on-line para brasileiros que moram no exterior por meio do site Zenklub (https://zenklub.com/psicologos/tatiana-festi)
Tatiana é autora/colaboradora no blog VTEnoExterior e atualmente mora no Chile.

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